Arqvs. por Categoria: projetos arquitetura sustentável

Biopiscinas

As biopiscinas, piscinas ecológicas, ou ecopiscinas, nada mais são do que mini ecossistemas onde os usuários podem nadar sem receio. Começaram a ser desenvolvidas a partir dos anos 90 na Europa, e cada vez mais vem substituindo as piscinas convencionais.

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O diferencial está no sistema de limpeza: elas se utilizam de plantas, pedras e peixes ao invés de produtos químicos. A área escavada é revestida com uma lona impermeável depois preenchida com água limpa, e através da construção de uma parede que divide a área de uso da área de regeneração, as impurezas e os nutrientes são decompostos por plantas e micro organismos.

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No entanto, em alguns casos, há necessidade de bomba, mas somente para que se faça a circulação entre a água destinada a natação e a área de tratamento, o que garante a boa qualidade da água, e baixo custo de manutenção. Além disso, o fundo pode ser aspirado de tempos em tempos para remoção das eventuais folhas.

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Além de beneficiar o meio ambiente pela presença de água limpa sem presença de poluentes químicos, as biopiscinas são vistas também como uma reserva extra de água para a residência, passando a ser um ponto não só de beleza e contemplação, mas também um local de vida em profusão. Um verdadeiro jardim onde se pode nadar!

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Biovaletas (BIOSWALE)

As biovaletas, ou valetas de biorretenção vegetadas, são semelhantes aos jardins de chuva, mas geralmente se referem a depressões lineares preenchidas com vegetação, solo e demais elementos filtrantes. Esses elementos processam uma limpeza da água da chuva, ao mesmo tempo em que aumentam seu tempo de escoamento, dirigindo este para os jardins de chuva ou sistemas convencionais de retenção e detenção das águas. São geralmente, usadas para tratar os escoamentos de ruas e de estacionamentos.

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Jardins de Chuva

Também chamados de Sistema de Biorretenção, os jardins de chuva utilizam a atividade biológica de plantas e microorganismos para remover os poluentes das águas pluviais, contribuindo para a infiltração e retenção da água  da chuva. Além disso, aumentam beleza paisagística da rua; reduzem parte do volume do escoamento superficial; são eficientes na remoção de sedimentos finos, metais, nutrientes e bactéria, e possibilitam grande flexibilidade de desenho nos projetos. São indicadas para ruas com baixo tráfego de veículos, calçadas largas, pátios, estacionamentos, e dentro do próprio lote, sejam esses residenciais, comerciais ou públicos.

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Hotel Endérmico


Hotel Endermico

Hotel Endermico

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Este projeto está localizado no Vale de Guadalupe, Enseada no México, conhecida como endêmicas Wildlife Shelter, trata-se de  um conjunto de vinte habitações , chamado “ecolofts” com vinte metros quadrados cada.

Uma das principais premissas era não intervir diretamente no campo, como parte da filosofia do projeto é respeitar a natureza, tanto quanto possível acolhendo o cliente com um conceito de camping de “luxo”, suprindo as necessidades básicas.

 

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Don Cafe House


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Don Coffee House é o primeiro conceito introduzido pela empresa Don Café no Kosovo. Sua ideia era expandir o negócio, oferecendo aos clientes uma maior chance de provar os seus produtos em novos ambientes Don Coffee House em um padrão de estabelecer a cadeia em todo o território do Kosovo e além.
Através de estudos e pesquisas realizadas no Don Café, Inarch foi capaz de chegar a um conceitual de visuais únicos e distintos dos cafés tradicionais, dando-lhe uma aparência moderna.
As paredes do bar são projetadas organicamente em forma e cor de sacos de café, feitos de “madeira” e pilares revestidos com sacos têxteis de café.

As mesas e lâmpadas penduradas representam os grãos de café, alinhadas assimetricamente para gerar a impressão de estar dentro de um saco de grãos.

O muro de separação tem uma dupla função: decorativo e funcional. Sua forma orgânica é baseada principalmente na premissa de que permite uma sensação única de estar em uma maneira diferente de qualquer outro modo de vida cotidiana.

 

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Tree Hotel

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Quem nunca ouviu falar na “Casa da Árvore”, que preenche a infância de tantas crianças? E quem já ouviu falar no “Hotel da Árvore”? Exatamente o que você pode estar imaginando: um hotel pendurado no tronco de uma árvore!

Localizado no extremo Norte da Suécia, o Tree Hotel responde ao aumento no interesse em ecoturismo. Desenvolvido pela dupla de arquitetos Tham & Videgard, será construído este ano pela Brittas Pensionat, uma rede do setor hoteleiro.

Com uma estrutura leve de alumínio e, exterior de vidro espelhado, a obra reflete o céu e as árvores ao redor, criando um refúgio camuflado. O volume possui 13 pés cúbicos e abriga as habitações e um terraço.

Serão construídos alguns deles em árvores, ao longo do terreno, que estarão interligados através de pontes. Apenas os banheiros estarão localizados em “terra firme”.

Um projeto pertinente, tendo em vista o atual momento em que vivemos, abordando a questão ecológica de maneira extremamente criativa e, forçando os clientes a um contato literalmente direto com a natureza!

 

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A Sustentabilidade nas Olimpíadas de Inverno de Vancouver

Argumentos a favor e contra sediar uma olimpíada geralmente são de ordem econômica. Os jogos criam empregos na indústria do turismo e construção ,mas geralmente geram benefícios imediatos e não de longa duração. O evento apresenta também uma oportunidade de chamar atenção para o meio ambiente, especialmente nas olimpíadas de inverno, onde os esportes são mais vulneráveis aos efeitos da mudança climática já que dependem da neve e do gelo.

Nesta edição dos Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver, Canada, o impacto gerado pelo evento será levado em conta pela organização. Quando a cidade foi selecionada em 2003, pela primeira vez na historia das olimpiadas, um comitê se comprometeu a organizar um evento carbono neutro.
Estima-se que serão gerados cerca de 130000 toneladas de co2 durante os jogos. Planos para neutralizar essa emissão incluem investimentos em projetos de energia limpa e redução do consumo de recursos naturais através de varias estratégias. Infraestruturas esportivas já existentes foram utilizadas e edifícios novos construídos para outros usos foram adaptados para o evento. Todas as novas construções concebidas para os jogos foram projetadas dentro dos padrões de sustentabilidade e receberão pelo menos o LEED silver.

Richmond Olympic Oval (estrutura telhado)

Richmond Olympic Oval (fachada)

Os canadenses mostram grande preocupaçao com o planejamento do uso de toda essa infraestrutura pós-olimpíadas. Um edifício que exemplifica isso é o Richmond Olympic Oval, que hoje abriga uma pista de gelo de 400metros e uma arquibancada de 8000 lugares, mas que logo será transformado em um centro multi-esportivo para a comunidade com dois rinks de patinação, uma quadra e uma pista de atletismo. O edifício apresenta varias características de alta performance, como um sistema que armazena o calor produzido durante a fabricação do gelo e o reutiliza para aquecimento de água, calefação e refrigeração. O design arrojado de seu telhado, elaborado para simular um vôo, é composto por arcos de madeira laminada e estrutura metálica enquanto o forro é formado por painéis de madeira de redescobrimento provenientes de arvores infectadas que iriam se decompor no chão da floresta liberando co2 e gás metano. O uso dessa madeira garante que o carbono continuará estocado evitando a liberação de gases de efeito estufa.

Southeast False Creek (apartamentos)                   
  
Southeast False Creek (casas e áreas comuns)
O mais ambicioso e polêmico projeto foi o Southeast False Creek, onde em parceria com uma construtora, a cidade transformou uma área de brownfield em área residencial, que durante os jogos abrigará 2800 atletas. Depois os 1108 apartamentos e as 737 casas serão ocupadas pela comunidade. A concepção da vila fez parte do programa piloto do LEED para “desenvolvimento de bairros” e tem muito a recomendar, como o desenho voltado para o pedestre que incorpora espaços de uso comum e espaços comerciais. Apresenta de um sistema de coleta e reuso de água de chuva , 287000 square feet de telhado verde e um programa de geração de energia proveniente do calor gerado pelo esgoto da cidade, que é capaz de suprir 70% da demanda para calefação e aquecimento da água.
Southeast False Creek (casas)
                 

Southeast False Creek (apartamentos)
fonte: GreenSource Magazine

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Hotel Sustentável em formato de pista de esqui.

O arquiteto americano Michael Jantzen assina o projeto conceitual de um hotel sustentável em formato de pista de esqui localizado na região de Aspen, nos Estados Unidos. O North Slope Ski Hotel aproveita o vento, o sol e até mesmo a inclinação da pista para diminuir o gasto com energia elétrica e com água.

“Minha esperança com este projeto é demonstrar, mais uma vez, como mesmo os lugares mais luxuosos podem, e devem ser, construídos de maneira amigável”, explica o arquiteto. Segundo ele, o projeto foi inspirado em uma grande montanha coberta por neve, em que um bosque pequeno das árvores cresce em seu pico. Essas “árvores” são representadas por turbinas de vento verticais, que, junto com painéis de captação de energia solar instalados no telhado, fornecem a maior parte da necessidade de energia elétrica do hotel.

Além disso, duas grandes janelas em cada um dos 95 quartos do empreendimento possibilitam um gasto menor com energia, pois possuem sistemas que controlam a quantidade apropriada de luz, calor e ar fresco necessários para esses ambientes.

Ainda pensando na sustentabilidade, o arquiteto projetou a pista de esqui não só para divertir, como também para coletar a água da chuva no verão e a neve derretida no inverno, reaproveitando-as em outros ambientes do hotel.

O projeto do North Slope Ski Hotel ainda não tem previsão de quando será construído na região.

Fonte: http://www.piniweb.com.br/construcao/arquitetura/michael-jantzen-projeta-hotel-ecoeficiente-em-formato-de-pista-de-160703-1.asp

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Deus não é só brasileiro

Este texto foi escrito pelo marido da Maira, Rodolpho Schmidt, e publicado pelo jornal Correio Popular de Campinas no caderno de Meio Ambiente. Rodolpho é engenheiro florestal e sua empresa, a CBFT (companhia brasileira de florestas tropicais), é parceira do Cria e responsável pela compensação de carbono de nossos projetos.

DEUS NÃO É SÓ BRASILEIRO

por
RODOLPHO B. DO AMARAL SCHMIDT

O ditado “Deus é brasileiro” se criou devido ao ambiente natural brasileiro, que sempre foi um dos mais equilibrados e dos mais dóceis para a sobrevivência humana.
Já o Diabo, talvez morasse nos países de clima hostil, onde a população era obrigada a se organizar para não morrer de fome, de frio ou calor, que optava pelas guerras, buscando conquistar terras vizinhas para garantir o abastecimento de suas populações.
Lembremos da fábula da formiga e da cigarra. A cigarra cantava no Verão ao invés de trabalhar e se organizar. Então acabava pedindo auxílio à formiga para não morrer de fome e frio no Inverno. Já a formiga, muito organizada e prevenida, trabalhava no Verão para garantir sua existência no Inverno, alertando a cigarra do risco que ela corria.
Esse conto nunca fez muito sentido para os brasileiros, principalmente para os índios. Quando deram espingardas para os índios, os homens brancos acreditaram que iriam estimular a caçar mais e estocar alimentos. Não havia lógica neste pensamento de inércia de uma cultura exótica. Os homens brancos se surpreenderam com a atitude dos índios, que caçaram mais rápido e abateram a mesma quantidade de costume, e com isso tiraram mais tempo para o lazer. Sábios índios eram conscientes de que a natureza estava lá, pronta para prover o necessário em qualquer época do ano.
Com todo o avanço tecnológico nos países de clima hostil, foram criados pelo mundo afora vários “Brasis”. Lugares inóspitos que, graças à tecnologia e à globalização, ligados por uma rede de comércio internacional, podem oferecer à sua população a sensação que experimentamos por aqui. Sensação de fartura em qualquer época do ano. Basta apertar alguns botões ou possuir um cartão mágico.
Hoje, Deus é do mundo, e o mundo precisa aprender a conviver com ele jogando a favor. Domesticando os invernos rigorosos e os climas inóspitos, as guerras e a escravidão se tornam desnecessárias; Deus se faz presente com a paz da fartura.
Quando se tem bananeiras, pomares e florestas com frutos apodrecendo no pé, é que as pessoas aprendem a dividir, a distribuir. Que brasileiro não gosta de distribuir frutas das árvores do seu quintal ou de seu sítio para os amigos, parentes e vizinhos?
Concordo que ainda existe muita pobreza, muita terra hostil, porém pobreza de verdade só ocorre nos países subdesenvolvidos, onde clima e política fazem o papel de Diabo.
A miséria do inverno, para os países desenvolvidos, acabou há décadas e o que sobrou como herança é o medo, o temor do inverno, o mesmo temor que impedia a formiga de cantar. Esse medo ainda deixa os países desenvolvidos de clima inóspito atordoados, como pais que se deparam com a independência de seus filhos, e querem proteger algo que não precisa mais de proteção.
O povo brasileiro precisa ensinar ao mundo como se vive quando temos Deus jogando a favor. O fato de sediarmos uma Copa do Mundo seguida de uma Olimpíada mostra que o mundo humildemente pede nossa ajuda. Só que, para ensinar, temos que fazer nossa lição de casa. Mesmo sem viver invernos rigorosos ou secas intermináveis, precisamos de organização.
No Brasil, ao invés de se impor na forma de clima hostil, de guerra, o Diabo apareceu em uma das suas faces mais asquerosas, na forma de corrupção. Como diria o ditado, corpo desocupado e mente vazia, casa do diabo. Deus é brasileiro e o Diabo também. O mundo precisa aprender a viver em paz com a fartura e os brasileiros a se organizarem na fartura. Só assim poderemos exorcizar o mundo.
Uma política híbrida que misture o jeitinho brasileiro e a organização metódica dos países desenvolvidos pode ser o futuro ético da ecologia e da economia mundial.
Torço para que os bons pensamentos ocupem a mente dos dirigentes mundiais nas próximas semanas em Copenhague e que esses pensamentos frutifiquem ações concretas para a evolução mundial.
Não podemos abandonar o paraíso que está se formando e pode se concretizar na Terra novamente, em troca de uma maçã.

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Maior prédio comercial movido a energia solar do mundo é inaugurado na China

     A China inaugurou em Dezhou, no noroeste do país, o maior prédio comercial movido a energia solar do mundo. O empreendimento, conhecido como Altar do Sol e da Lua, possui cinco leques de painéis solares instalados na cobertura, que ocupam uma área de cinco mil m², gerando 95% da energia necessária para o local.

     O edifício de 75 mil m² abrigará escritórios, centros de pesquisa científica, salas de reunião e treinamento, um centro de exposições e hotel. Além dos painéis solares, que economizam mais de 30% mais energia do que a meta de economia estipulada pelo governo, a concepção do projeto do prédio também foi ecoeficiente, exigindo apenas 1% da quantidade de aço que foi utilizada na construção do Ninho do Pássaro, um dos estádios olímpicos de Pequim.

     Já com relação ao design, segundo o governo chinês, o prédio é inspirado em um relógio de sol e nos caracteres chineses para sol e lua. A cor branca adotada na fachada simboliza energia limpa, além de ajudar a refletir a luz do sol, reduzindo o calor.
     O prédio será sede do 4º Congresso Mundial sobre Cidades Solares, que será realizado em 2010.

Empreendimento é conhecido como Altar do Sol e da Lua
Painéis geram 95% da energia necessária para o edifício
Cinco leques de painéis solares ocupam área de cinco mil m²

Cor branca da fachada simboliza energia limpa, além de ajudar a refletir a luz do sol, reduzindo o calor

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    Nós do CRIA arquitetura acreditamos em idéias simples, realizadas com paixão, e inteligência, valorizando a estética e a racionalidade por meio do uso de materiais e tecnologias inovadoras. Conceito que aplicamos tanto em nossos projetos de arquitetura convencional, quanto nos projetos de arquitetura sustentável.

    Criamos este espaço para discutir e compartilhar as tendências da arquitetura e as urgências do planeta.

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    Juliana Mistro e Juliana Boer